segunda-feira, 17 de junho de 2013

Laminário permanente

Relatório da Prática 05

Laminário permanente – substâncias ergásticas presentes nas folhas

Relatório apresentado a FASI, curso de Farmácia, 2º período, como forma de avaliação parcial das aulas práticas na disciplina de Farmacobotânica.


Prof. Dr. Guilherme Araújo Lacerda






1. Introdução
As substâncias ergásticas, ou seja, produtos do metabolismo vegetal primário ou segundário possuem grande valor taxonômico e filogênico em varios grupos de vegetais, nos quais a utilização da microscopia eletrônica possibilita ampliar o conhecimento celular e refinar os detalhes estrututurais.
2. Objetivo
Observar a presença de substâncias ergásticas nos vegetais da coleção do laminário botânico permanente da FASI.
3. Material e Métodos
Materiais:
  • 01 Microscópio óptico;
  • 04 lâminas da caixa do laminário de botânica nº 03B; 09B; 47B e 48B.
  • 01microscópio trinocular acoplado a TV.
Realizou-se através do microscópio a leitura das seguintes lâminas:
03B- Moraceae – carbonato de cálcio (corantes: hematoxilina/ fucsina básica) / Ficus retusa – folha – corte transversal;
09B – Myrtaceae – glândulas (corantes: hematoxilina/ fucsina) / Eucaliptus sp. – folha- corte transversal;
47B – Papilionaceae – fibras cristalíferas (corantes: hematoxilina/fucsina) / Cassia alata – pecíolo – corte longitudinal;
48B – Aracaceae – câmaras com oxalato de cálcio (corantes: hematoxilina/ fucsina) / Philodendron sp.- pecíolo – corte transversal.

4. Resultados e Discussão
Em cada lâmina obteve-se os seguintes resultados:

03B - Moraceae- foi possível identificar as druzas (cristais) formados por carbonato de cálcio e oxalato de cálcio, que são substâncias ergásticas inorgânicas. Foto 1; 2 e 3.

Foto 1: lâmina 03B – Moraceae – com aumento na objetiva de 4x.


Foto 2: lâmina 03B – Moraceae – com aumento na objetiva de 10x.

Foto 3: lâmina 03B – Moraceae – com aumento na objetiva de 40x.

09B - Myrtaceae – identificou-se as glândulas produtoras de óleos, produz e armazena os óleos terpenóides, são circulares com os ductos secretores voltados para a face abaxial. Nessa lâmina observou-se que possui mais parênquima paliçádico. Foto 1; 2 e 3.

 Foto 1: lâmina 09B- Myrtaceae – com aumento na objetiva de 4x.

Foto 2: lâmina 09B- Myrtaceae – com aumento na objetiva de 10x.

Foto 3: lâmina 09B- Myrtaceae – com aumento na objetiva de 40x.

47B - Papilonaceae – observou-se ao lado do xilema células que possuem alguns cristais, que são formadas de oxalato de cálcio, que são as fibras cristalísticas. Foto 1; 2 e 3.

Foto 1: lâmina 47B – Papilonaceae – com aumento de 4x.

  Foto 2: lâmina 47B – Papilonaceae – com aumento de 10x.

Foto 3: lâmina 47B – Papilonaceae – com aumento de 40x.

48B - Aracaceae – foi possível observar druzas em formato de estrelas, que são formadas por cristais de oxalato de cálcio. Foto 1; 2 e 3.

Foto 1:  lâmina 48B - Aracaceae – com aumento de 4x.

Foto 2: lâmina 48B - Aracaceae – com aumento de 10x.

Foto 2: lâmina 48B - Aracaceae – com aumento de 40x.

5. Conclusão
                Após analisar o resultado conclui-se que é possível identificar a presença das substâncias ergásticas nos vegetais presentes nas lâminas permanente da instituição. Dessa forma foi alcançado satisfatoriamente o propósito da aula.

6. Referências Bibliográficas

BIOTEC LÂMINAS E MATERIAL DIDÁTICO. Manual de microscopia aplicada à biologia. São Paulo.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Cortes a mão livre e substâncias ergásticas

Relatório da Prática 04

Cortes a mão livre e substâncias ergásticas


Relatório apresentado a FASI, curso
de farmácia 2° período, como forma de
avaliação parcial das aulas práticas na
disciplina de farmacobotânica.

                                                                  Prof. Dr. Guilherme Araújo Lacerda


1.Introdução

Para a observação microscópica em microscopia óptica é indispensável que o material a ser observado seja suficientemente fino e transparente. Isto significa que o material deve ser cortado e posteriormente, clarificado, podendo ser, a seguir, corado ou não.

2. Objetivo

Preparar o material vegetal de acordo com as técnicas de cortes a mão livre, montagem e coloração/descoloração histológica vegetal para microscopia óptica.

3. Material

01 Lâminas de barbear (gilete);
03 Placas de Petri;
10 Lâminas de microscopia (limpas e secas);
10 Lamínulas de microscopia (limpas e secas);
01 Folhas de isopor grosso;
01 mL corante Lugol;
05 mL de hipoclorito de sódio 2%;
10 mL de água destilada (pisseta);
01 Microscópios ópticos;
01 Batata-inglesa;
01 Caule de Coroa-de-Cristo;
01 Caule de batata inglesa;
01 Folha de Purpurina.

4. Métodos

ü  Montamos no isopor uma estrutura de suporte para os órgãos vegetais serem em seguida cortados;
ü  Com a lâmina de barbear fizemos cortes transversais, paradérmicos, longitudinais radiais e tangenciais e colocar nas Placas de Petri contendo água destilada;
ü  Escolhermos os melhores cortes (finos e transparentes) com o auxílio do pincel (uso pessoal);
ü  Colocamos sobre a lâmina, corar ou descorar, cobrir com a lamínula e observamos ao microscópio óptico;
ü  Raspamos na batata inglesa, na folha de Purpurina e no látex da Coroa-de-cristouma gota de material e espalhar sobre a lâmina, corar com lugol e observamos ao microscópio óptico;
ü  Fotografamos com o auxilio de uma câmera digital as amostras nas diferentes lentes do microscópio.



Figura 1: Caule da batata Inglesa. ( Foto: João Rodrigues Sobrinho ).



Figura 2: Coroa de cristo. ( Foto: João Rodrigues Sobrinho).




Figura 3: Folha da purpurina. ( Foto: João Rodrigues Sobrinho ). 



    5. Conclusão

      Estando todos mais familiarizados com a utilização do microscópio e sua focalização, podemos observar as diferentes formas de estruturas dos materiais utilizados, podendo assimco as lentes aumentadas perceber como são distintas e interessantes. O trabalho em grupo ajudou a todos quanto a dificuldades e particularidade de cada um, ajudando mutuamente com a divisão das tarefas.

    6. Referências bibliográficas

      OLIVEIRA, F. de. Fundamentos de farmacobotânica e de morfologia vegetal. 3ª Ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2009. 228p.








quinta-feira, 30 de maio de 2013

Microscopia

Relatório aula Prática 3


Introdução ao trabalho de Microscopia

Relatório apresentado a FASI, curso de Farmácia, 2º período Noturno, como forma de avaliação parcial das aulas práticas na disciplina de Farmacobotânica.


Prof. Dr. Guilherme Araújo Lacerda








Montes Claros/2013
1. Introdução


          O microscópio é um instrumento que permite a observação de pequenos seres ou
estruturas não perceptíveis a olho nu. Há vários tipos de microscópio: Simples ou lupa,
ampliação até 600 x; Óptico ou composto, ampliação até 2000 x; Eletrônico, ampliação até
2.000.000 x entre outros. O microscópio mais usado nos laboratórios é o óptico. Ele consta,
basicamente, de uma parte mecânica, uma parte óptica e um sistema de iluminação.

         Acredita-se que o microscópio foi inventado em 1591 por Zackarias Janssen e seu pai,
Hans Janssen dois holandeses fabricantes de óculos. Eles descobriram que duas lentes de
vidro, montadas apropriadamente nas extremidades de um tubo, ampliavam as imagens e
permitiam observar objetos muito pequenos, invisíveis a olho nu. Tudo indica porem, que o
primeiro estudioso a empregar um microscópio na investigação da natureza foi o holandês
Antonie Van Leeuwenhoek.
           O microscópio de Leeuwenhoek é considerado um microscópio simples, pois é constituído por uma única lente. Robert Hooke desenvolveu um modelo de microscópio com duas lentes ajustadas a um tubo de metal, como o que havia sido inventado por Janssen. Por ser constituído por duas lentes, esse aparelho ficou conhecido como microscópio composto. (Carli, 2007)
2. Objetivo
Conhecer as estruturas do microscópio óptico e aplicar estes conhecimentos as necessidades da disciplina,pesquisa e extensão.
3. Material e Métodos
Foi utilizado no dia 15/03/2013:
01 Microscópio optico
01 Lâmina
01 Lamínula
1 ml de óleo de imersão        
01 Pipeta de Paster
01 Fio de cabelo
3.1 Posição fundamental do Microscópio
É fundamental,antes de utilizar o microscópio e após o uso,deixar o microscópio com a mesa abaixada ao máximo e a objetiva 4 alinhada,a lâmpada tem que está desligada em of antes de desligar na tomada e o fio do microscópio tem que está enrolado sobre ele.

Figura1: Na imagem podemos observar o microscópio com o fio desenrolado que está de forma errada e em seguida ele enrolado após ter utilizado. (Foto: Mírian Mello de Jesus).

Foi observado no dia 15/03/2013 um fio de cabelo nas objetivas de:
 

Figura2:  Objetiva de 4x (Foto: Mírian Mello de Jesus)



Figura3: Objetiva de 10x (Foto: Mírian Mello de Jesus)
Figura4: Objetiva de 40x(Foto: Mírian Mello de Jesus)


Figura5: Objetiva de 100x (Foto: Mírian Mello de Jesus)


Figura6: Óleo de Imersão utilizado na objetiva de 100x (Foto: Mírian Mello de Jesus)
4. Resultados e Discussão
A principio foi apresentado o microscópio e suas partes; após a apresentação do microscópio,
colocou-se a lamina sobre a platina e fixou-se a lamina com as presilhas de “charriot”.        
Em seguida, colocou-se uma das vistas sobre as lentes oculares abaixando vagarosamente a
platina movimentando o parafuso macrométrico até atingir com nitidez. Depois   
se usou o micrométrico para obter maior nitidez. A imagem foi obtida na lente panorâmica com
          O microscópio é um aparelho técnico de precisão óptica utilizado para observação e
reconhecimento de estruturas, muitas delas com dimensões de milésimas de milímetro 
(micrometros). O microscópio óptico, é o tipo mais comum de microscópio, além de contém 
várias partes com funções específicas.
 
Figura 7: Microscópio e suas partes.(imagem retirada da internet)


 1. Oculares: contêm as lentes oculares, as quais fornecem um poder de aumento de 10x a
15x, geralmente. É por aqui que você olha através.
   2. Tubo, ou canhão: na sua parte superior adaptam-se tubos para as lentes oculares. Na
parte inferior gira, sobre o eixo, a peça chamada revólver que permite a troca de lentes
objetivas.
   3. Revólver ou tambor: segura as lentes objetivas e pode ser girada facilmente para mudar o
aumento.
   4. Lentes objetivas: geralmente, há três ou quatro lentes objetivas em um microscópio,
consistindo de poderes de aumento de 4x, 10x, 40x e 100x. A fim de obter o aumento total de
uma imagem, você precisa multiplicar o aumento das lentes oculares pelo aumento das lentes
objetivas. Portanto, se você utilizar em conjunto uma lente ocular de 10x com uma lente
objetiva de 40x, o aumento total é de 10 x 40 = 400 vezes.
   5. Braço ou coluna: suporta o microscópio quando carregado
   6. Platina ou mesa: é uma plataforma plana que suporta a lâmina sendo analisada.
   7. Condensador com diafragma: sistema óptico de lentes convergentes. Concentra o feixe de
luz fornecido pela fonte luminosa, aumentando a luminosidade sobre o objeto em estudo. O
condensador possui um  diafragma “íris” que controla a entrada de luz e pode apresentar ainda
um porta filtro deslocável, ou não quando este já se encontra sobre a fonte luminosa. 
   8. Lâmpada embutida: projeta luz para cima através do diafragma, lâmina e lentes.
   9. Pé ou base: suporta o microscópio.
   10. Botão macrométrico: quando o botão é girado, a platina é movida para cima ou para
baixo, a fim de promover um ajuste grosso de foco.
   11. Botão micrométrico: utilizado para um ajuste fino de foco.
   12. Charriot: tem a função de prender a preparação sob a platina.
5. Conclusão
          Observou-se o microscópio, suas estruturas e suas respectivas funções, aprendendo a manuseá-lo.
                A ciência é então uma atividade que está em constante mutação e evolução e que
depende primordialmente da tecnologia. Existe uma inter-relação entre evolução tecnológica e
evolução do conhecimento científico.
A partir do experimento realizado em laboratório podemos observar que a aula pratica facilita o aprendizado do aluno; experimento de analises de células; o uso de microscópio; a facilidade de olhar as células; e aprimora muito mais o conhecimento.
6. Referências Bibliográficas

 1. CARLI, G. A. de. Parasitologia Clínica. In:____. A Microscopia como um instrumento de estudo na parasitologia. São Paulo: Atheneu, 2007. cap. 36, p. 671-691.
   2. JUNQUEIRA E CARNEIRO. In:____. Histologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. cap. 1, p. 03.

   3. JUNQUEIRA E CARNEIRO. In:_____. Histologia básica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1971. cap.1, p. 04-09.

   4. FINN GENESER. In:____. Histologia. 3.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. cap. 1, p. 16-21.






quarta-feira, 15 de maio de 2013

Organografia Vegetal


RELATÓRIO AULA PRÁTICA 02




Organografia Vegetal




Relatório apresentado a FASI, curso de Farmácia, 2º período, como forma de avaliação parcial das aulas práticas na disciplina de Farmacobotânica.


Prof. Dr. Guilherme Araújo Lacerda



   


1.      Introdução
    A folha é uma estrutura laminar composta pelo limbo, superfície verde, percorrida pelas nervuras, que encerram os vasos condutores, nervuras estas que convergem para um eixo central denominado pecíolo, que atua como estrutura de sustentação da folha, ligando-o ao caule. Na região próxima a este, forma- se, no pecíolo, a bainha, que protege as gemas vegetativas (primórdios foliares).
    As estípulas são formações geralmente duplas e pontiagudas localizadas junto á base das folhas. Em algumas plantas as estípulas podem ser transformadas em espinhos.
   As principais funções da folha são a realização das trocas gasosas, da fotossíntese, da transpiração, gutação e reprodução assexuada, em alguns casos.

2.      Objetivo
   Reconhecer as partes das folhas, e estuda-la como órgão vegetativo com importantes funções metabólicas no vegetal. É de extrema importância para a botânica conhecer esse órgão da planta, uma vez que os aspectos das folhas muitas vezes diferem as espécies.

3.      Materiais e métodos
        Utilizou-se diferentes folhas em exsicata (preparadas na prática 01 - aula anterior), um exemplar do livro atlas em organografia, 1 cartolina branca e uma câmera fotográfica digital. Com esses materiais identificou-se a planta quanto a: (Fig 1.)

1. Nome científico: Psidium guajava
2. Família: Myrtaceae
3. Nome vulgar: Goiabeira
4. diferenças nas faces: possui face adaxial e abaxial presentes
5. nervação: peninérveas
6. consistência: coriacea
7. superfície: rugosa
8. limbo(a forma): elítica
9. limbo (ao bordo): ondulado
10. limbo (ao ápice): mucronada
11. limbo (a base): acunheada
12. limbo (a divisão): folha composta
13. disposição das folhas o caule: opostas cruzadas
14. presença de folhas reduzidas: não possui
15. presença de folhas modificadas: não possui

Figura1: Planta que foi realizada o estudo da sua organografia vegetal. (Foto: Carla Fabíola).



Figura2: A integrante do grupo visualizando através do microscópio a organografia vegetal da planta.


4.      Resultados e discursões
      Cada grupo realizou seu próprio procedimento segundo as orientações descritas em material e métodos, onde se observou e identificaram-se todas as partes constituintes da folha da planta. A identificação da planta foi realizada a olho nu e também através do microscópio. A observação da organografia vegetal foi suficiente para reconhecer as partes constituintes da folha e suas principais funções metabólicas.
  
5.      Conclusão
 Conclui-se que as folhas são parte de suma importância para a planta e o meio ambiente. Pôde-se identificar cada parte da folha, desde sua nomenclatura, o tipo de limbo, se a folha é composta, reduzidas ou modificadas, até a quantidade e os tipos de folíolos.
      Cada planta possui suas próprias características e essas características, que as difere de outras, contribuindo para que cada uma desempenhe seu papel na natureza.

6.      Referências bibliográficas
 Appezzato-da-Glória, B. & Carmello-Guerreiro, S. M. (eds.) 2006. Anatomia Vegetal. 2a ed. Viçosa: Editora UFV.

JOLY, Ailton Brandão. Intrudução à taxonomia vegetal. 13ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2002.

LORENZI, Harri, F.J de Abreu, Plantas medicinais no Brasil: nativas, exóticas e cultivadas. Nova Odessa- SP. 2002.
OLIVEIRA, Fernando de. Fundamentos de Farmacobotânica. 2ª ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2003.

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica e organografia-quadros sinóticos ilustrados de fenerógamos. 4ª ed. Viçosa: UFV, 2003. P.76-95.